Arquivos da Categoria: Em dia com Israel

Bendito seja o nome de Sem

Bendito seja o nome de SemPodemos definir o antissemitismo como “a hostilidade ideologicamente motivada contra judeus, indivíduos judeus ou cultura judaica”. Essa hostilidade envolve uma “percepção pejorativa dos traços físicos ou morais judaicos que não têm fundamento algum ou é o resultado do exagero ou da generalização irracional”. Os critérios de veracidade e de racionalidade foram rebatidos no passado por Goebbels, ministro da propaganda nazista, segundo quem: “a verdade não tem nenhuma importância, pois a mentira falada milhares de vezes com convicção acabará impondo-se como verdade”. Desse ensino beberam os nazistas nos dias de Hitler e dele ainda servem-se os nazistas na atualidade. Sem refletir, repetindo e propagando, muitos aumentam o coro da oposição aos filhos de Israel, subestimando ou ignorando as consequências de seus comentários.

Dois povos e a fronteira das palavras

Dois povos e a fronteira das palavrasPropusesse alguém dividir a história em dois períodos, tomando como marco o empreendimento de Babel, e a maior e mais gorda ‘fatia’ de tempo caberia aos esforços humanos para conviver na terra após a confusão instaurada. O texto bíblico que relata a punição divina à megalomania que desafiava a dependência dos filhos de Adão ao seu Criador possui, na maioria das vezes, tradução que não faz jus à descrição do original. O versículo 7 de Gênesis 11, muitas vezes usado como defesa do conceito de trindade, não deveria sê-lo, ainda que a Bíblia ofereça muitos outros que atendam e justificam a doutrina. Nele, em lugar do “eia, desçamos,…”, tão comum em nossas traduções, deveríamos encontrar: “Trago para baixo e trago para lá linguagem que não entenderá o homem que fala ao amigo dele”, ressaltando-se aqui o verbo entender na forma futura e o uso do termo safah, que se refere à linguagem e aos lábios, sendo estes tomados como bordas, limites a partir dos quais o som é emitido e, por extensão, também representando as fronteiras geográficas entre os povos. Pois é justamente aí, na região fronteiriça, onde se tangenciam as relações internacionais, que uma palavra mal compreendida ou mal interpretada costuma ocasionar maiores danos, sejam eles na forma de tratados feitos e desfeitos, sejam como fermento para concepções distorcidas e amplamente exploradas nos discursos inflamatórios do ódio.

Considerar o sionismo como uma ideologia racista e o Estado Judeu um estado discriminatório revela o desconhecimento da Declaração da Independência de Israel, estabelecido em bases democráticas, com a afirmação de que promoverá “o desenvolvimento do país para benefício de todos os seus habitantes; estará baseado nos princípios de liberdade, justiça e paz, à luz dos ensinos dos profetas de Israel; assegurará a completa igualdade de direitos políticos e sociais a todos os seus habitantes, sem diferença de credo, raça ou sexo; garantirá liberdade de culto, consciência, idioma, educação e cultura; salvaguardará os lugares santos de todas as religiões e será fiel aos princípios da Carta das Nações Unidas”. Foi por respeito a essa ampla expressão de liberdade que o Nome do Eterno não foi citado diretamente na Declaração, sendo referido no texto como a “Rocha de Israel”.

O jumento, o leão, o lobo e o ramo

O jumento, o leão, o lobo e o ramoCumprindo fielmente a tarefa da qual fora incumbido, Josué repartiu entre as tribos de Israel as terras legadas por Deus. A ordem (Josué 1.6) era que o povo herdasse a terra, ou seja, que a subjugasse e a distribuísse. Para tudo o que faltasse no processo de dar continuidade às conquistas os israelitas contariam com a promessa do Senhor de que lançaria de diante deles todos os habitantes locais. As tribos de Judá, Efraim e uma das metades da tribo de Manassés receberam os termos concedidos por Jacó 450 anos antes (Gênesis 48.22) e as demais receberam as partes que lhes foram determinadas através de sorteio, exceção feita à tribo de Levi, cuja porção é o Senhor. Como recompensa e por ordem divina, foi atribuída ao líder uma propriedade localizada ao norte do Monte Gaás, conforme registrado em Josué 19.49-50: “Quando tinham acabado de repartir a terra em herança segundo as fronteiras dos mesmos, os filhos de Israel deram uma herança a Josué, filho de Nun, no meio deles; de acordo com a ordem do Senhor lhe deram a cidade que pediu, Timnat Sêrah, na região montanhosa de Efraim; e edificou a cidade, e habitou nela”.

“Timnat Sêrah”, em hebraico, significa “porção extra” ou “porção da abundância”. Segundo a Septuaginta, lá foram colocadas as facas de pedra com as quais foram circuncidados os filhos de Israel. A tradição também aponta o local como sendo o descanso dos corpos de Josué e de Caleb. No livro de Juízes, a cidade recebe o nome de “Timnat Heres”, numa alteração linguística que evoca a comemoração do milagre do sol, parado por Deus em atenção ao seu valente conquistador.

De Norte a Sul, Israel em chamas

De Norte a Sul, Israel em chamasQuem visita Israel admira-se ao contemplar o resultado de anos de esforços para a transformação do deserto em florestas e jardins. Algumas décadas são passadas desde que os pioneiros drenaram pântanos, foram atingidos pela malária e gastaram suas últimas forças carregando pedras, irrigando a aridez local e plantando um futuro para as próximas gerações. Suas preces eram firmadas na certeza de que, se sucumbissem, o Eterno enviaria outros para darem prosseguimento ao trabalho. Instituições como o Keren Kayemet Le Israel recrutam esforços humanos, financeiros, biológicos e tecnológicos para recuperar o bioma original da região, privilegiando as espécies nativas e recuperando o equilíbrio necessário para que se conciliem o avanço populacional e suas exigências, o brilho das águas, a cor das florestas, a profusão das flores e a alegre presença dos pássaros.

Nesses dias de tantos discursos ecológicos, pouca menção é feita a esse trabalho – não é caso de espanto, afinal, trata-se de Israel, com quem a mídia dificilmente é simpática. Ainda assim, foi espantoso o quase silêncio de muitos veículos de comunicação diante dos incêndios criminosos ocorridos nestes últimos dias de novembro. Desde o dia 22, as chamas começaram no centro e no norte de Israel. O fogo atingiu milhares de casas, grande superfície de florestas e somente ficou sob controle no domingo, dia 27. Foram, portanto, cinco dias, durante os quais cerca de 80 mil pessoas precisaram ser evacuadas somente da cidade e dos arredores de Haifa, cidade onde mais de 1.500 apartamentos foram afetados, sendo que 500 tornaram-se impróprios para habitação.

Jerusalém e a vitória de Trump

Jerusalém e a vitória de TrumpHá muito se declara que um terremoto alterará as feições da Cidade Santa de forma indelével. Se esse terremoto destruirá construções milenares ou se dará lugar a outras construções sagradas é assunto de constantes debates. Ontem, um terremoto de outra natureza pode ter iniciado uma das mais esperadas mudanças relativas a Jerusalém – o seu reconhecimento como capital eterna e indivisível de Israel.

Seria possível pensar nesse reconhecimento por parte do Congresso americano? Seria viável uma mudança no endereço da Embaixada dos EUA da moderna Tel Aviv para a antiga e santa cidade? Como as nações reagiriam a isso? Hoje, a embaixada que eleva sua bandeira naquele lugar é a Embaixada Internacional Cristã; entidade formada por cristãos de várias nações que decidiram, diante da recusa das nações em aceitar Jerusalém como capital de Israel, estabelecê-la mesmo assim, ainda que com o desprezo dos órgãos internacionais, numa resposta bíblica que reafirma a aliança dos salvos em Cristo com o futuro do povo judeu e com a Palavra de Deus.

A resposta às perguntas aqui mesmo feitas foi dada, parcialmente, em outubro de 1995, quando o Congresso Norte-Americano aprovou o reconhecimento de Jerusalém, ocasião em que foram aprovados recursos para a transferência de sua Embaixada. Desde então, infelizmente, nenhum dos presidentes tomou a iniciativa de implementar a lei, temendo reações internacionais e defendendo certa “ética interna” de não intromissão nos atos do poder Executivo, na esfera das relações internacionais.

Lições da figueira ao florescer de um Estado

Lições da figueira ao florescer de um EstadoAprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mateus 24.32-35).

São, sobretudo, quatro as árvores símbolos de Israel, a saber, a oliveira, a videira, a palmeira e a figueira. Elas, seus frutos e suas folhas são costumeiramente encontrados nas tapeçarias, nos adereços, construções, e nos tecidos e utensílios de uso cerimonial ou doméstico. Também a romeira pode ser acrescida a essa relação. Alguns discordam quanto ao uso da figueira como imagem de Israel, usando-a como representação de Jerusalém. Outros, equivocadamente, comparam-na à igreja. O Senhor declara que contempla os patriarcas de Israel como as primícias da figueira nova (Oséias 9.10) e promete ao profeta Jeremias (24.3-7) que fará retornar os filhos de seu povo do exílio babilônico, tratando-os e restaurando-os à terra da promessa: “Então, me perguntou o Senhor: Que vês tu, Jeremias? Respondi: Figos; os figos muito bons e os muito ruins, que, de ruins que são, não se podem comer. A mim me veio a palavra do Senhor, dizendo: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Do modo por que vejo estes bons figos, assim favorecerei os exilados de Judá, que eu enviei deste lugar para a terra dos caldeus. Porei sobre eles favoravelmente os olhos e os farei voltar para esta terra; edificá-los-ei e não os destruirei, plantá-los-ei e não os arrancarei. Dar-lhes-ei coração para que me conheçam que eu sou o Senhor; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus; porque se voltarão para mim de todo o seu coração.”A maioria dos estudiosos concorda, no entanto, que a “Parábola da figueira”, conforme registrada em Mateus 24, refere-se à restauração de Israel e à sua importância como sinalizador para os demais eventos escatológicos.O nascimento do Estado Judeu une os estudiosos como parte do cumprimento dessa profecia. No dizer poético de Cantares, “a figueira começou a dar os seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem” (Cantares 2.12b-13).

Eretz pernambucana: um pouco de Israel no Brasil

Eretz pernambucana - um pouco de Israel no BrasilDesde o final do século 16, vigorava, em terras holandesas, a Dutch Permission, estabelecimento legal da tolerância religiosa, que concedeu livre exercício de sua fé aos judeus daquele país. Posteriormente, a concessão estendeu-se a todos os territórios sob administração da Companhia das Índias Ocidentais, sendo permitida, inclusive, a criação de sinagogas, escolas e demais centros sociais e administrativos que a vida da comunidade viesse a requerer, sem quaisquer transtornos, conforme assegurou o texto: “(…) que não sejam molestados ou sujeitos a indagações com suas consciências ou em suas casas” (Regimento do Governo das Praças conquistadas ou que forem conquistadas, concedido pelos Estados à Companhia da Índias Ocidentais. Haia, 13 de outubro de 1629).

Floresceu, então, em Pernambuco, uma crescente comunidade judaica que, embora de curta permanência, deixou marcas nos costumes do nosso povo, além da esperança na possibilidade de mútua e pacífica convivência. A restauração da sinagoga Kahal Zur Israel, na antiga Rua dos Judeus, no Recife, é um presente aos que amam a história da nação, avançando nela além dos apagamentos ideologicamente constantes nos livros didáticos. Aqui, no Brasil, em Pernambuco, filhos e filhas de Abraão estabeleceram-se e prosperaram, dando sua preciosa parcela de contribuição para a formação da nacionalidade. Foram comerciantes, senhores de engenho, artesãos; foram prestamistas e navegantes; cultivaram as artes e o solo; viveram… Em 1642, foram agraciados com a chegada de seu primeiro rabino, Rabbi Isaac Aboab da Fonseca, diretamente de Amsterdã, sendo ele o autor do primeiro texto hebraico produzido nas Américas.

Apenas a verdade libertará Israel

Apenas a verdade libertará IsraelEm recente entrevista, a atriz principal da trama baseada no relato bíblico sobre a vida de Sansão ressaltou o especial valor do roteiro adaptado, que privilegiou uma “vida humanizada” de Dalila, numa releitura que buscou a inserção da personagem em contexto biográfico ficcionalizado, tentando fugir aos conceitos de herói e vilã, resultando numa apresentação sensível sob o ponto de vista da vida e dos conflitos da mulher, explicando suas atitudes. O que a jovem atriz relatou nada mais é do que a confirmação daquilo que todo estudante da Escritura primeiro pressentiu e, posteriormente, seu telespectador, confirmou. Assim, a alegria primeira, de saber que a Palavra de Deus estaria avançando por um dos veículos de comunicação mais acessíveis, objetivando falar aos que ainda não tiveram a oportunidade de uma experiência transformadora, logo cedeu lugar à frustração de constatar que a mídia nem sempre serve à revelação da verdade; antes, e por muitas vezes, sujeita a realidade, fazendo-a mercê do gosto popular, esmaecendo conceitos e justificando o injustificável.

Por que o terror não pode dominar Israel?

Por que o terror não pode dominar IsraelPasur, cujo nome significa “soltar”, filho de Imer, era dirigente do Templo em Jerusalém nos dias do profeta Jeremias. Sua posição correspondia à de um governador substituto (pakidnagid). Curiosamente, foi ele o responsável por prender o emissário de Deus a um tronco, diante da porta de Benjamim, por uma noite inteira, após ordenar que recebesse 39 açoites. A razão da atitude estava em seu aborrecimento diante das palavras de correção e advertência proferidas pelo profeta. Pasur foi denunciado por suas atitudes opostas à vontade de Deus, conduzindo o povo à idolatria e à confiança em acordos com o Egito. Ainda que seu terrível fim tenha sido o cativeiro babilônico, a grande mudança em sua vida ocorreu justamente na manhã da soltura de Jeremias: o Criador de Pasur, o Senhor a quem ele julgava servir num cargo de tamanha importância, mudou-lhe o nome. A partir daquele momento, passaria a chamar-se MaghorMissabhibh, que em hebraico significa “terror para todos os lados”. De anunciador de uma falsa paz, Pasur foi, literalmente, transformado num objeto de pavor para si mesmo e para seus amigos (Jeremias 20.4). A palavra maghor ou maghur expressa a extensão e profundidade do medo provocado pela sensação de destruição iminente. Trata-se do medo profundo, que invade a vítima de tramas e ameaças, sem que possa se defender, por não saber de onde ou quando lhe sobrevirá o mal. Para o terror, as falsas palavras de esperança não são remédio eficaz e se comprovam, com o tempo, em discursos ilusórios e vazios de certezas. “Espera-se a paz, e não há bem; o tempo da cura, e eis o terror” (Jeremias 8.15).

Clamores a Elohey Maarekot Israel

Clamores a Elohey Maarekot IsraelSão atribuídas ao estrategista chinês Sun Tzu as palavras que ecoam desde o século I a.C., instruindo seus homens nas batalhas em que estavam comumente imersos os Estados Guerreiros da China: “Por mais crítica que seja a situação e as circunstâncias em que te encontrares, não te desesperes. Nas ocasiões em que tudo inspira temor, nada deves temer. Quando estiveres cercado de todos os perigos, não deves temer nenhum. Quando estiveres sem nenhum recurso, deves contar com todos. Quando fores surpreendido, surpreende o inimigo” (A arte da guerra – considerado o mais antigo tratado militar do mundo). A força de tais palavras pode, muito bem, inspirar qualquer um que enfrente os mais diversos desafios, inclusive os de ordem espiritual. É certo, aliás, que os servos de Deus vivem em constante combate. Orientou-nos o Espírito Santo, através do apóstolo Paulo, que nossa luta, destarte sua intensidade, em nada inferior aos combates materiais é, todavia, contra as forças das trevas e, jamais, contra carne ou sangue. Nossa luta contra o mal é diária, pungente, por vezes desgastante, mas sempre valiosa, pela certeza em nós instaurada de que já temos sido feitos nela mais que vencedores. Muito antes de Sun Tzu, o Senhor dos Exércitos instruiu Abraão, Josué, Gideão, Davi, para citar apenas alguns guerreiros, conduzindo-os em suas lutas. O mesmo Senhor conduz, fielmente, cada um de Seus filhos.