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Um crente salvo pode apostatar-se?

Um crente salvo pode apostatar-seA apostasia é uma realidade indubitável ao longo da história, embora para muitos ela não seja possível para um cristão verdadeiramente salvo. O termo apostasia no original grego é apostasis, significa o abandono deliberado e premeditado da fé em Cristo. “É o ato de uma pessoa renegar a sua fé” (SCHÜLER). Para alguns teólogos, a apostasia de um crente salvo não é possível. Pois se um cristão apostatou-se da fé, é porque nunca foi salvo, pois uma vez salvo, salvo para sempre.

No entanto, a Bíblia como nosso manual de regra, fé e prática, nos mostra que é possível sim, um cristão salvo apostatar-se. O texto bíblico nos faz fortes advertências em relação a sua possibilidade. Paulo ao escrever sua primeira carta ao jovem pastor Timóteo, declara: “Mas o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, atendendo a espíritos enganadores e a doutrina de demônios” (1 Timóteo 4.1 – TB). Observemos que o eminente apóstolo, não apenas mostra que ela seria uma realidade, mais aponta dois fatores que podem levar o cristão à apostasia: obedecer a espíritos enganadores e a doutrina de demônios.

O cristão bíblico e a quaresma católica

Para entendermos melhor o tema deste artigo, temos que levar em consideração algumas palavras do tema, como “cristão” e “quaresma”.

O cristão bíblico e a quaresma católicaCristão versus Quaresma

Quando o Evangelho foi pregado aos gentios em Antioquia, os discípulos haviam caminhado até à Fenícia, Chipre e Antioquia por causa da morte de Estêvão (Atos 7.55-60), que fora apedrejado fora da cidade, enfurecendo a turba que clamava com grande voz, tapando os ouvidos, quando dizia: “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do Homem que está em pé, à mão direita de Deus” (Atos 7.56).

Barnabé fora enviado pela igreja de Jerusalém a Antioquia, depois partiu para Tarso a encontrar Paulo. Achando-o, o conduziu para Antioquia. Lá, foram os discípulos chamados, pela primeira vez, CRISTÃOS.

Mas afinal, o que significa a palavra cristão? O apóstolo Pedro a usa na sua carta primeira (4.16; “Mas se padecer como cristão…). Paulo, em Atos 26.28, relata quando o rei Agripa lhe diz: “Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão”.

Sempre se ouve alguém dizer: “Não sou cristão, sou católico da religião de meus pais”. Esses, às vezes, sãos os que se tornam um devoto nominal. Existe uma distinção chave entre católicos e cristãos: é a visão da Bíblia. Os católicos veem a Bíblia como a suprema autoridade de fé e prática, enquanto os cristãos afirmam que a Bíblia é a Palavra de Deus. Os católicos insistem em dizer que a Bíblia apenas contém a Palavra de Deus.

Mentirosos semelhantes aos gibeonitas

Mentirosos semelhantes aos gibeonitasEstamos atravessando dias difíceis, como disse o apóstolo Paulo em sua segunda carta escrita e endereçada a seu filho na fé, Timóteo, no capítulo três e versículo primeiro, onde lemos: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”. A cada dia o “evangelho” conveniente que vem agradando uma massa de expectadores cada vez maior, vai tomando conta nos corações das pessoas que por não terem uma fé balizada na Palavra de Deus, retrata o que Jesus afirmou em Seu Evangelho, registrado pelo evangelista Mateus, que diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mateus 22.29).

Com o advento do Neopentecostalismo, percebemos uma enxurrada de heresias e modismos produzidos por igrejas que não primam pela Palavra de Deus, mas vivem baseando suas crenças nas entranhas da confissão positiva e no evangelho da prosperidade. Sendo assim, vem contrariando os fundamentos da Palavra de Deus, que com suas doutrinas imutáveis produzem a verdadeira fé no filho de Deus, nosso amado Senhor Jesus Cristo.

O que é o MDA e por que preocupa

O que é o MDA e por que preocupaDe modo geral, as igrejas evangélicas têm adotado dois modelos de discipulado. O primeiro, ortodoxo, prioriza o Evangelho e emprega os “ultrapassados” cultos de ensino, Escola Dominical e cursos teológicos. Já o segundo, heterodoxo, prega “outro evangelho”, à base de pragmatismo e utilitarismo, e mescla verdades bíblicas com filosofias antropocêntricas, apesar de utilizar uma metodologia “mais eficaz”, que atende aos anseios do mundo pós-moderno. A “visão celular” — mais conhecida pelas siglas G12, M12 ou MDA — faz parte do modelo heterodoxo, visto por muitos como uma “quebra de paradigmas” e, ao mesmo tempo, um retorno aos princípios da igreja de Atos dos Apóstolos.

O MDA (Modelo de Discipulado Apostólico) se baseia no tripé: células, encontros e discipulado um a um, que é uma microcélula ou “coração da célula”, já que discípulo e discipulador fazem parte da mesma célula. E, embora seu fundador afirme que Deus lhe deu um modelo exclusivo para o Brasil, trata-se de uma espécie de G12. Ele mesmo admitiu que, ao estudar “diferentes modelos de igreja em células, observando-os de perto e gastando tempo com os líderes envolvidos em sua prática, encontramos vários bons modelos, como o […] ‘Modelo do Governo dos 12’, do pastor Cesar Castellanos, da Colômbia” (HUBER in ZIBORDI, 2016). Em essência, esses modelos são gêmeos e, de modo patente ou latente, propagam a Teologia da Prosperidade, a Confissão Positiva etc.

A macabra festa das Ñatitas na Bolívia

A macabra festa das Ñatitas na BolíviaEm 8 de novembro, os cemitérios em La Paz e em El Alto, na Bolívia, recebem a visita de milhares de pessoas. Trata-se do dia em que muitos bolivianos saem às ruas com suas caveiras para comemorar o dia das “ñatitas” – diminutivo da palavra ñata ou ñato, que significa pessoa que não tem nariz. Olhando rapidamente, pode parecer uma mera prática macabra, observando com mais atenção, no entanto, a festa releva algo mais complexo. É entender o que a Bíblia revela sobre a interação com os mortos, é pensar na maneira como devemos apontar tradições pecaminosas que prejudicam o nosso relacionamento com Deus e ao mesmo tempo valorizar a cultura local.

Uma tradição entre os aimaras, os crânios são mantidos em casa durante todo o ano em caixas ou bandejas, as pessoas enfeitam-nos com chapéus, óculos, flores, joias e outros. Algumas pessoas possuem uma caveira; outras, cinco, ou cinquenta. É lhes construído um santuário domiciliar onde recebem ofertas, assim, os crânios só saem no dia festa para celebrar. De acordo com a crença aimara, no dia 8 de novembro, a alma da caveira regressa ao mundo dos vivos para protegê-los, e em troca da proteção que dura o ano inteiro, os vivos celebram a caveira guardiã com missas, vela, dança, música, folhas de coca, álcool e cigarro.

Profecias ilógicas, bizarras e incoerentes

Profecias ilógicas, bizarras e incoerentesRecentemente, dois vídeos ligados a falsas profecias “viralizaram” nas redes sociais. Num deles, um milagreiro — que diz ter visitado mais países do que os reconhecidos pela ONU— resolveu revelar a cinco irmãos, em um culto, os números de uma famosa loteria. Disse ele: “O Senhor falou para mim que tem cinco pessoas que vão se tornar milionárias, pois vão acertar na Mega-Sena. Cinco irmãos que jogam na Mega-Sena levantem a mão. Não tenham medo; não tenham vergonha”. E, por incrível que possa parecer, eles se manifestaram! O “profeta”, então, lhes disse: “Anote aí: 7, 8, 3, 4, 2, 0. Se anotou, recebeu a bênção”. E o povo o aplaudiu.

No segundo vídeo, um famoso “apóstolo” — que costuma desafiar e amaldiçoar pessoas que se lhe opõem— profetizou a um candidato a vereador: “Está selado; eu ligo na terra. Se a boca de Deus fala por mim, amanhã por essas horas você vai estar cantando o hino da vitória. Ou Deus não fala por mim”. Resultado: o candidato não obteve nem cinco por cento dos votos que precisava para ser eleito! Este episódio e o anterior me fizeram lembrar de imediato do que está escrito em Deuteronômio 18.22: “Quando o tal profeta falar em nome do SENHOR, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou o tal profeta; não tenhas temor dele”.

O que está por trás dos Pokémons?

O que está por trás dos PokémonsRecentemente, surgiram notícias sobre pessoas envolvidas em situações inusitadas com seus telefones celulares. Umas estavam correndo pelas ruas, apontando seus aparelhos como se estivessem caçando algo; outras se envolveram em acidentes de trânsito por estarem distraídas com eles; outras ainda foram atacadas em lugares ermos, para onde foram levadas por seus smartphones. O que levou estas pessoas a agirem assim? Elas queriam capturar um Pokémon.

Pokémon (abreviação de pocket monster – monstro de bolso) surgiu como um jogo criado pela empresa japonesa Nintendo, no final da década de 1990, e que logo gerou outros produtos, como desenho animado (anime), jogo de cartas (RPG), filmes, revistas em quadrinhos (mangá), brinquedos e, mais recentemente, um jogo de realidade aumentada conhecido como Pokémon Go. Os pokémons são, supostamente, monstros que têm poderes especiais e compartilham o mundo com seres humanos. A ideia é fazer com que as pessoas capturem o maior número possível deles, treine-os e use-os contra os de outras pessoas, invocando as várias habilidades de cada criatura, que podem evoluir, tornando-se mais forte e com mais poderes. Quando alguém captura um pokémon, atirando sobre ele uma pokébola, ele é adicionado à sua pokédex, uma espécie de banco de dados. As criaturas devem ser levadas a um ginásio virtual, local onde se dará a batalha contra outros treinadores de monstros.

A importância do pré-milenismo

A importância do pré-milenismoPré-milenismo é a crença de que Cristo retornará fisicamente  à Terra (Atos 1.6-11; Apocalipse 1.7), estabelecerá seu trono em Jerusalém (Mateus 19.28) e reinará sobre toda a Terra por mil anos (Apocalipse 20.1-6). Já o Amilenismo (não-milênio) nega o reinado futuro literal de Cristo e afirma que Cristo está reinando sobre o mundo espiritual. o Pós-milenismo, por sua vez, sustenta que Cristo voltará à Terra depois que a Igreja trazer o Reino, cristianizando progressivamente o mundo antes da Volta de Cristo. Há muitos argumentos a favor do Pré-milenismo. Ao contrário dos pontos de vista opostos, o pré-milenismo é baseado em um uso consciente da  interpretação histórico-gramatical de passagens proféticas das Escrituras. Há muitas boas razões para acreditar em um reinado de mil anos literal de Cristo.

Primeiro, sem o Milênio, parece que Deus perdeu a batalha na História. Deus começou a História da Humanidade através da criação de seres humanos em um paraíso literal (Gênesis 1-2). Havia árvores plantas, animais e rios (Gênesis 2). Esse paraíso tinha uma localização geográfica específica sobre a Terra, junto aos rios Tigre e Eufrates (Iraque). Ali, não havia pecado, o mal ou quem sofresse. Os nossos primeiros pais, Adão e Eva, viviam em um ambiente físico perfeito. Mas, esse paraíso foi perdido pelo pecado. Sendo tentados pelo Diabo, Adão e Eva comeram o fruto proibido (Gênesis 2.16-17), trazendo dor, sofrimento e morte para si mesmo (Gênesis 3.14-19) e sobre toda a humanidade (Romanos 5.12; Romanos 8.18-25). Eles foram expulsos do Paraíso, que foi fechado por um anjo (Gênesis 3.24). Então, aparentemente, o tentador vencera, pois ele trouxe a morte, os seus resultados e seu medo sobre a humanidade (Hebreus 2.14).

Se o paraíso perdido nunca é recuperado, então, eventualmente. Deus é perdedor e Satanás, o vencedor. Se a morte física não é revertida pela ressurreição física (João 5.28-29), então Satanás vence ao final (Hebreus 2.14). E se um paraíso literal não é restaurado, então Deus perdeu o que Ele criou. Mas, Deus é onipotente (Apocalipse 19.6) e, obviamente, não perde. Portanto, deve haver um Paraíso literal recuperado, como vemos na visão pré-milenista da História.

“O Evangelho dos Evangélicos”

“O Evangelho dos Evangélicos”“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam que querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” (Gálatas 1.6-9).

Após analisar o texto citado acima olhando para a conjuntura de nossos dias, estou convencido de que o “evangelho” dos evangélicos no Brasil, especialmente no que diz respeito ao neopentecostalismo, como aparece na mídia radiofônica e televisiva, é estratificado em problemas: tem os problemas da base e os da cúpula. Precisamos falar com muito cuidado da base, que é o povo simples, fiel e crédulo. Mas, precisamos igualmente discernir e denunciar os problemas na cúpula. A base é movida pela ingenuidade e singeleza da fé; a cúpula, muitas vezes, é oportunista, mal intencionada e age de má fé.

Uma das palavras-chave deste “evangelho” estratificado é “clericalismo”: onde os do palco manipulam os da plateia, e tiram vantagem do povo simples, ignorante e crédulo. A cúpula é pragmática, aproveitando esse imaginário religioso como fator de crescimento da pessoa jurídica e enriquecimento da pessoa física. Outra palavra-chave é “sincretismo”. A medir por sua cúpula, algumas igrejas evangélicas viraram uma mistura de macumba, protestantismo e catolicismo. Tem igreja que se diz evangélica promovendo “marcha do sal”. Já vi igreja que se diz evangélica e distribuindo cajado com água do Jordão. Lembro de assistir a um programa de TV onde o apresentador prometia que Deus liberaria a “unção da casa própria” para quem se tornasse um mantenedor financeiro de sua igreja. Em fim, este é o “evangelho” dos evangélicos contemporâneos.

Porque o verdadeiro cristão não participa das festas juninas

Porque o verdadeiro cristão não participa das festas juninasQuando o imperador Constantino I (280-337 d.C.) proclamou-se cristão, designou bispos e pastores para elevados cargos públicos. A Igreja foi então retirada das catacumbas e, apoiada pelo imperador, foi impondo o Cristianismo aos povos das nações dominadas por Roma. Porém, nesse processo de evangelismo compulsório e conivente, absorveu muito da idolatria, da mitologia e das festas pagãs daqueles povos.

Diz a Bíblia que “não havendo profecia, o povo se corrompe!” (Provérbios 29.18). O pastor Eduardo C. Pereira, em sua obra “O problema religioso da América Latina” (Gráfica Mercúrio S.A., 1949), sintetiza: “Do conúbio adulterino da Igreja com o Estado é que surgiram todos os males que infirmam o Cristianismo”.

Assim, é que se foram implantando no calendário cristão eventos, festas e manifestações de ritos e costumes pagãos que, associados às crendices dos escravos bantos, iorubas, benguelas, congos, deram origem ao sincretismo religioso em que se misturam deuses do paganismo e do fetichismo, aos nomes de supostos “santos”, em cerimônias pseudo-cristãs. Dessa mixórdia originou-se um culto politeísta e mitológico como o que vemos no carnaval e nas festas juninas, que desfiguram e aviltam o Cristianismo, conforme lemos até mesmo nos dicionários e nas enciclopédias seculares. Por exemplo: