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A ciência e o “dia longo” de Josué

O que afirma a ciência moderna acerca do episódio registrado na Bíblia em que Josué ora a Deus e o sol para?

A ciência e o “dia longo” de JosuéDepois de atravessarem o Jordão sob a proteção de Deus e comando de Josué, os israelitas iniciaram suas conquistas territoriais em Canaã, arrasando a fortaleza de Jericó e destruindo a cidade de Ai. Estas vitórias deixaram atônitos e apavorados os habitantes daquelas terras, e, como nem todos se julgavam em condições de enfrentar os invencíveis invasores, um povo tradicionalmente conhecido como valente e astucioso conseguiu uma aliança de paz com Israel — eram os gibeonitas.

A aliança, unindo amigavelmente dois fortes sob mútuo juramento, em nada agradou aos cananeus, de uma maneira geral, e pareceu terrivelmente perigosa aos amorreus, por estarem estes na rota dos hebreus. A situação exigia-lhes providências urgentes e enérgicas, que foram tomadas.

Adonizete, rei da fortaleza de Jerusalém, diplomaticamente enviou cartas aos reis das cidades de Hebrom, Jarmuth, Lachis e Eglon, propondo-lhes a formação de uma força militar confederada, única maneira de enfrentar os exércitos de Gibeon e Israel.

Prosperidade e necessidade dos ímpios

Provérbios 13.25 informa que “o ventre dos ímpios terá necessidade”, mas em Salmos 73 encontramos Asafe reclamando da prosperidade dos injustos. Como pode ser isso?

Prosperidade e necessidade dos ímpiosPara entender essa aparente contradição, é necessário uma análise do contexto de ambas as citações bíblicas. Os Salmos formam o livro de orações e o hinário inspirado de Israel. O livro retrata a fé, a esperança e o sofrimento de um povo. O salmo de número 73 busca respostas para o polêmico problema do mal (Salmos 73.12). Asafe não conseguia entender como os ímpios viviam bem, enquanto ele, que servia ao Senhor, vivia com dificuldades (Salmos 73.14). De tanto questionar e não achar respostas, o salmista quase perdeu a sua fé (Salmos 73.2). Ele chegou a considerar ser inútil e uma total perda de tempo ter as mãos limpas e o coração puro (Salmos 73.13). Asafe acreditava que os justos deveriam ter saúde e prosperidade, mas em sua percepção eram os ímpios os beneficiados com tais bênçãos. Esse dilema perdurou até que o salmista teve um encontro pessoal com Deus. Então, descobriu que fizera uma avaliação parcial da realidade. Constatou que, na verdade, o caminho dos ímpios é escorregadio (Salmos 73.18); que a queda dos ímpios é repentina (Salmos 73.19); e que a vida dos ímpios é efêmera (Salmos 73.20). Diante deste cenário, Asafe reconheceu que tinha sido estúpido e ignorante. Sua ideia da prosperidade dos ímpios estava equivocada (Salmos 73. 21-22). A partir daí, o salmista reconhece que Deus nunca abandona aquele que anda em retidão; que na verdade é o Senhor quem sustenta o justo (Salmos 73.23); que o justo é guiado por Deus e será recebido na glória (Salmos 73.24); que o bem supremo do justo é o próprio Deus (Salmos73.25); que embora às vezes o justo possa sofrer, Deus é sua fortaleza e lhe garante vida eterna (Salmos 73.26); e que o fim dos ímpios é inevitável, e eles perecerão sem salvação (Salmos 73.27). Com esse entendimento, Asafe concluiu que era melhor ser justo, estar sempre perto de Deus e depositar no Senhor toda a confiança (Salmos 73.28).

Significado teológico de “verdade”

“O que significa ‘verdade’ à luz da Teologia Bíblica? Esse termo pode ter mais de um significado no texto bíblico?”

Significado teológico de “verdade”Antes de tudo, é preciso advertir que o assunto da verdade é tema muito amplo. Os pontos que se seguem são observações fundamentais, que requerem um estudo mais extenso. Nas Escrituras, a palavra “verdade” retém primeiro seu sentido comum, natural. Nesse caso, suas acepções básicas agrupam-se sob aspectos intelectuais e morais: “realidade”, “exatidão”, “genuinidade”, “legitimidade”, “vaidade”, “confiabilidade”, “sinceridade”. Entretanto, nas Escrituras, palavras de uso comum adquirem significados especiais, elevados, pelo fato de constituírem os meios materiais de comunicação da relação divina. Deus, querendo dar ao homem o conhecimento necessário dos grandes fatos relativos à sua Salvação, agradou-se transmiti-los por palavras, que assumiram significados novos. Para além de seu uso normal, verdade passou a acumular significados que remetem à esfera espiritual, relacionados diretamente com a revelação de Deus.

Modismos neopentecostais e a Bíblia

“O uso de benzimento, lenço ungido e distribuição de unção sobre objetos são métodos que podem ter algum respaldo bíblico?”

Modismos neopentecostais e a BíbliaO uso de óleo para unção é encontrado na Bíblia Sagrada em situações situadas em êxodo 30.26-29: “Com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca do Testemunho, e a mesa com todos os seus utensílios, e o candelabro com os seus utensílios, e o altar do incenso, e o altar do holocausto com todos os utensílios e a bacia com o seu suporte. Assim consagrarás estas coisas, para que sejam santíssimas,; tudo o que tocar nelas será santo”. Lendo o texto e o seu contexto Inclusive considerando que trata-se do período da Dispensação da Lei, podemos observar que refere-se à unção de objetos separados (santificados) para uso exclusivo no Tabernáculo. Não era um óleo comum (Êxodo 30.23, 24) e também não distribuído para o povo. Foi restrito aquele momento e lugar.

Santo Daime não tem nada de cristão

“Devido ao assassinato do cartunista Glauco e seu filho, ambos seguidores do Santo Daime, muito se tem falado na mídia sobre sessa seita. Ela é mesmo uma seita cristã?

Santo Daime não tem nada de cristãoPor mais que muitos seguidores do Santo Daime se apresentem como seguidores de Cristo, a verdade é que essa seita não tem absolutamente nada a ver com fé cristã à luz da Bíblia Sagrada.

Em primeiro lugar, porque o Santo Daime é um culto baseado no consumo de um chá com propriedade alucinógenas, o que não tem base nenhuma nas Escrituras Sagradas. O chá do Daime é extraído de algumas plantas encontradas em abundância na floresta amazônica: o cipó-jagube e a folha chacrona (imagem) . Esse chá, denominado “ayahuasca” (“vinho das almas”), provoca estados alterados de percepção. Em iniciantes, sua ingestão provoca vômito e diarreia. Os seguidores do Daime tentam justificar o uso dessa droga em seus cultos dizendo que a utilização de uma droga alucinógena como sacramento sempre fez parte das tradições religiosas da Antiguidade e teria até proporcionado “a base visionária das principais religiões no mundo”. Primeiro, tal prática não é e nunca foi “a base visionária das principais religiões do mundo”. Segundo, tal prática pode ter sido usada até em algumas religiões, mas nunca no judaísmo nem no cristianismo bíblico. Nem no Antigo nem no Novo Testamentos é visto o uso de drogas para se ter experiências com Deus. Tal prática é, inclusive, descrita na Bíblia como algo abominável a Deus (Deuteronômio 18.9-13). Trata-se, portanto, de uma prática abominável ao cristianismo.

Em que época, de fato, Jesus nasceu?

“Sabemos que, apesar de comemorarmos o Natal de Jesus em 25 de dezembro, o Senhor não nasceu nessa data. Gostaria de saber qual seria a data mais provável”

Em que época, de fato, Jesus nasceuNo Evangelho de Lucas, no capítulo dois e versículo oito, a Bíblia afirma que “Havia naquela mesma região pastores que viviam nos campos e guardariam o seu rebanho durante as vigílias da noite”. Considerando que, na época de dezembro, em Israel, é muito frio e inverno, logo os pastores não poderiam pastorear rebanhos à noite nessa época. Esse é um fato que nos deixa à vontade para entendermos que Jesus não nasceu em dezembro, e nem no inverno. Outro fator importante é a viagem de Nazaré a Belém de 114 quilômetros no período de inverno. Seria muito difícil fazê-lo com uma esposa nos dias de ganhar seu filho.

Isso nos faz entender, portanto, que o nascimento de Jesus não aconteceu no mês de dezembro, em uma época de inverno em Israel, mas, sim, no período da primavera, logo após o inverno.

Quem é a Noiva de Cristo?

Afinal, a Noiva de Cristo é a Igreja, ou a Nova Jerusalém conforme Apocalipse 21.9,10? Como entender os textos bíblicos que identificam a Igreja (os crentes) como Noiva de Cristo sem contradizer com este?

Quem é a Noiva de CristoAo se referir à Igreja e à Nova Jerusalém como Noiva, estaria a Bíblia se contradizendo? Quem de fato é a Noiva? A Bíblia é a Palavra inspirada de Deus, servindo de ensino aos cristãos (2 Timóteo 3.15-17; Romanos 15.4; 1 Coríntios 10.11). Sendo Deus sua fonte, as Escrituras possuem Sua natureza, portanto, ela é inerrante, infalível e imutável, não havendo nela uma contradição sequer.

Os textos bíblicos com certo nível de aparente “contradição” devem ser submetidos a critérios interpretativos, principalmente considerar a abordagem geral que a Bíblia faz a respeito do assunto. Este recurso deve ser usado para explicar o uso que as Escrituras fazem da figura de uma Noiva para referir-se à Igreja e à Nova Jerusalém.

Em toda a Bíblia é possível encontrar a relação matrimonial como analogia para sinalizar os aspectos envolvidos na relação entre Deus e Seu povo. No Antigo Testamento, Deus se dirige a Jerusalém chamando-a de Noiva (Jeremias 2.1,2), entre outras referências (Isaías 61.10; 62.59; Ezequiel 16.8-14).

Um espírito santo ou o Espírito Santo?

“Espíritas dizem que, no grego, não aprece em algumas passagens da Bíblia o artigo definido antes de ‘Espírito Santo’, logo seria ‘um espírito santo’. É verdade?

Um espírito santo ou o Espírito SantoInicialmente, impressiona-me a forma superficial como esses autores tratam a língua grega, como se esta não fosse uma língua cheia de nuances.

No apêndice do clássico dicionário de língua grega de W. E. Vine, encontramos 64 páginas dedicadas exclusivamente à análise do uso do artigo grego e das inúmeras regras que o regem.

Da mesma forma, Archibald Thomas Robertson, em sua monumental gramática de grego com suas 1.454 páginas, reserva mais de 140 delas para mostrar as várias regras que regulamentam o uso do artigo grego.

Em sua gramática de grego, o Dr. H. E. Dana trata do mesmo assunto em quase 20 páginas. Se as regras que regem o uso do artigo grego são tão complexas, como então se pode dizer tudo sobre elas em apenas um parágrafo? Além do mais, a tal regra criada por esses autores é absurda.

Foi Deus quem criou o mal?

Se Deus é luz e não suporta o mal e as trevas; como, então, explicar o mal?

Foi Deus quem criou o malSe Deus é bom, porque existe o mal no mundo? Este é um dos questionamentos mais sérios da criatura humana. Deus não é, e nunca foi o autor do pecado, porque Deus é amor. Através desse Seu atributo, Ele deseja relação pessoal com aqueles que possuem Sua imagem e semelhança – o homem. E a bondade de Deus “é o atributo em razão do qual Ele concede a vida e outras bênçãos às suas criaturas” (Salmos 25.8; Romanos 2.4).

O escritor Myer  Pearlman oferece-nos uma resposta satisfatória quanto à existência do homem e do amor de Deus:

1 – Deus não é responsável pelo mal. Na verdade, todo sofrimento que há no mundo é consequência da desobediência deliberada do homem (Romanos 5.12);

2 – Sendo Deus Todo Poderoso, o mal existe com Sua permissão;

3 – Deus é tão grande que pode fazer o mal cooperar com o bem;

4 – Deus formou o Universo segundo as leis naturais, e estas implicam na responsabilidade de acidentes, se desobedecidas; e

5 – É bom lembrar sempre que tal não é o estado perfeito das coisas, pois na vida futura Deus mostrará a razão de Seus tratados e ações. Por ser soberano, o Senhor tem o direito absoluto de governar e dispor de Suas criaturas como lhe apraz.

O batismo no Espírito Santo e o Ide de Jesus

A revista Lições Bíblicas do 3º trimestre de 2016 diz que “a evangelização sem o poder do Espírito Santo é difícil”. Mas quem não é batizado no Espírito Santo pode evangelizar?

O batismo no Espírito Santo e o Idede JesusEu ainda não era batizado com o Espírito Santo, quando comecei a pregar o Evangelho. Na companhia de meu amigo, José Licínio, saía a falar de Cristo numa região erma de São Bernardo do Campo, no interior paulista. Sob um sol forte, mas nunca inclemente, entrávamos no matagal bravio e carrancudo do Montanhão, para alcançar umas casas esparsas, aqui, e outras perdidas, mais além. Não sei quantas daquelas almas verei no céu. De uma coisa, tenho certeza: nosso trabalho não foi em vão.

Foi nesse tempo, que me lancei aos pés de Cristo a buscar o batismo com o Espírito Santo. Em oração e lágrimas, suplicava: “Jesus, batiza-me com o teu Espírito”. Nessa época já tão longínqua, ouvi um “corinho” que me fez arder ainda mais pela chama pentecostal. Um grupo de jovens santos e fervorosos entoou, certa noite, em minha querida igrejinha, esta confissão tão simples e bela: “Quantas vezes, chorando, pedi o batismo com o Espírito Santo, mas um dia, sem esperar, comecei a falar com poder”.