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A pregação e o pregador ontem e hoje

A pregação e o pregador ontem e hojeA mensagem do pregador é o instrumento mais importante do seu trabalho, para isso ele deve buscar de Deus a mensagem ideal para o momento, pois, como disse Jesus, o escriba traz coisas novas e velhas para o povo: “E ele disse-lhes: Por isso, todo escriba instruído acerca do Reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas” (Mateus 13.52). Assim também é o pregador instruído: ele conhece a Bíblia e tem muitas mensagens que o Senhor mesmo o inspirou no passado, porém ele precisa sempre buscar e dar ao povo mensagens novas e não somente aquelas já conhecidas de todos. A mensagem deve ser nova, viva, atual e atraente.

A Igreja Primitiva pregava a Cristo (Atos 5.42). Há muito pregador que prega apenas suas experiências, suas vitórias e fracassos, fala dos outros pregadores, das outras igrejas, do seu eu, e esquece que a sua maior mensagem deve ser Cristo, o Salvador completo. A Igreja Primitiva também pregava a ressurreição de Cristo: “Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (Atos 2.36).

A pregação deve também chamar a atenção do ouvinte. Deve ser uma mensagem atual e que o ouvinte tenha interesse em ouvi-la. O pregador não deve trazer ao povo uma palavra que não lhe desperte interesse. É por essa razão que muitos cultos não recebem mais a presença do povo, pois ele tem necessidades urgentes para resolver e as mensagens ouvidas não lhe trazem qualquer alento.

Conselho de Lutero aos governantes

Conselho de Lutero aos governantesEm fins da Idade Média e início dos Tempos Modernos, era comum entre grandes pensadores escreverem ou dedicarem suas obras às autoridades constituídas com a intenção de dizer como os príncipes e reis deveriam governar seus súditos. Citando uns poucos exemplos temos Erasmo de Roterdã (1463-1535), Thomas Morus (1480-1535) e Nicolau Maquiavel (1469-1527). Estes três pensadores redigiam pareceres, opiniões e até mesmo conselhos de como se deveria governar.

Maquiavel, por exemplo, considerado o fundador da Teoria do Estado Moderno, publicou em 1532 a obra “O Príncipe”, dedicada e oferecida como “presente” ao príncipe Lorenzo de Médice, da cidade italiana de Florença. Seu objetivo era transmitir como os “principados hereditários podem ser governados e mantidos”. Seus “conselhos”, hoje, não são considerados sadios, a ponto de se lhe atribuir a máxima “Os fins justificam os meios”.

Se atualmente os escritos de Maquiavel não são aplicáveis nas modernas democracias ocidentais, o mesmo não podemos dizer de algumas orientações dos escritos de Lutero que, mesmo redigidos na segunda década do século 16, continuam atuais em função da coerência bíblica pelo qual se orientava.

Um olhar sobre as características de Jó

Um olhar sobre as características de JóNo início do Livro de Jó, encontramos algumas características do patriarca Jó que nos chamam a atenção. Diz a Bíblia que ele era sincero, reto, temente a Deus e desviava-se do mal, isto é, ele se desviava das afrontas, insultos, perjúrios e da roda dos escarnecedores.

Jó também tinha um grande patrimônio fisicamente falando. A nossa riqueza se constitui no patrimônio que recebemos de Deus. O patrimônio físico de Jó foi destruído, mas o que ele recebeu de Deus, ele soube conservar.

Em Jó 1.4,5, lemos que Jó estava preocupado com o que faziam seus filhos. Jó não os abandonou. Que diferença para alguns pais dos nossos dias! Quando seus filhos erram, queixam-se da vergonha sofrida, porque sujaram o nome da família, e praticamente o entregam a Satanás. Jó, não. Ele se antecipava ofertando sacrifício pelos seus filhos. Ele apressava-se diante do Senhor por suposição (“Porventura pecaram meus filhos e blasfemaram em seus corações”). Era um pai cuidadoso.

No sofrimento, não murmure, não reclame, mas busque a Deus.

Amizade com as pessoas do mundo

Amizade com as pessoas do mundoVivemos numa realidade multiétnica, onde as barreiras culturais tornam-se cada vez mais sutis e frágeis, a possibilidade de um isolamento social parece ser sinônimo de retrocesso e etnocentrismo.

Quem, nesta sociedade da comunicação, pode prescindir de uma interação social? A resposta parece ser: “ninguém”. O problema, todavia, são os inevitáveis efeitos e influências de uma sociedade sobre a outra, de uma pessoa com relação a outra. Como devemos nos portar diante dos novos desafios que a sociedade nos exige? Devemos escolher o isolamento ou o compartilhamento? Que ensinamentos podemos extrair da vida de Jesus para nos ajudar a conviver e partilhar o Evangelho com eficiência nesta geração? Pensemos um pouco sobre estas questões.

Houve uma época em que a tônica dos discursos protestantes era um sentimento de separatismo social e exclusivismo relacional. Em outras palavras, durante anos vivemos, nos arraiais evangélicos, debaixo de uma ditadura do mesmo, onde a ideia de que ser “povo santo” era ser “um povo separado das pessoas do mundo”, moldou a mentalidade de muitos.

A teologia deve dinamizar a missão

A teologia deve dinamizar a missãoEm nosso país, dia a dia ficamos consternados com as notícias de violência, especialmente quando praticada por crianças e adolescentes. A situação tem gerado alto nível de preocupação. Em maio de 2015, no Rio de Janeiro, diversas pessoas foram esfaqueadas em abordagens de assaltos. Mas esse problema é antigo. Os infratores menores de idade sempre existiram.

Atualmente o Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) é responsável pela reeducação dos menores aprendidos no Estado do Rio de Janeiro. Ele conta com cerca de 1.500 internos, dos quais 95% possuem o ensino fundamental incompleto. Eles são acusados de envolvimento com o tráfico de drogas (41%), roubo (27%) e furto (13%).

De fato, o problema dos chamados ‘menores infratores’ não é apenas da alçada das forças de segurança. Paralelamente, é um problema social, político, que está diretamente ligado com a educação e a economia. Mesmo que tentassem, igrejas, comunidades de fé, pastores e teólogos não podem ignorar a questão. É claro que para lidar com isso teologicamente é necessário uma abordagem interdisciplinar e dialogada com outras ciências.

O malfeitor que foi para o Paraíso

O malfeitor que foi para o ParaísoÉ muito comum ouvirmos críticas acerca de pessoas que eram marginais, ladrões, assaltantes, homicidas etc., e depois correram para a igreja e viraram crentes. “Agora, elas abrem a boca com toda ousadia e dizem: ‘Estou salvo, Cristo me salvou!’”. Esse é um tipo de testemunho que incomoda as pessoas que nunca fizeram nenhum tipo de atrocidade, são cidadãos de bem e não se consideram salvos. Eles acham absurdo uma pessoa que era marginal até pouco tempo fazer uma declaração tão ousada como esta. Geralmente, se duvida que Jesus possa salvar pessoas que já praticaram tanta maldade. Por ignorância, as pessoas acabam pensando que a salvação é meritória.

Se assim fosse, como ficaria a situação do malfeitor da cruz? Ele passou sua vida roubando e praticando maldades terríveis e, quando já estava pregado na cruz, condenação aplicada na época aos maiores criminosos, ele faz seu último pedido ao Cristo crucificado, reconhecendo-o como Rei: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (Lucas 23.42). Então, Jesus, como resposta, lhe faz uma promessa: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 2343).

O anticristo e suas traquitanas tecnológicas

O anticristo e suas traquitanas tecnológicasIncrédulo, alguém olha para a pequena tela quadrada, de cantos arredondados, vidro espesso. As imagens não são tão nítidas, mesmo assim é impressionante. A falta das cores não é um problema, porque as fotografias são assim também, em preto e branco. Aquele tubo de vidro acomodado em uma caixa de madeira é realmente notável e tem o poder de magnetizar, atrair, hipnotizar. Não demorou muito para que alguém concluísse sobre aquilo: “Essa tecnologia é do Anticristo!”. Algumas décadas após, a tal caixa já estava muito diferente de sua primeira versão. A madeira deu lugar ao plástico e as imagens tornaram-se mais precisas e, milagre, coloridas. O aparelho podia, inclusive, ser controlado à distância. “Coisa do Anticristo, sem dúvida!”, ainda diriam. Não demoraria muito tempo ainda para que o tubo de vidro grosso e margens pretas fosse reduzido à espessura de algumas folhas de papel e as imagens viessem a ser mais detalhadas que a capacidade humana de visão. “A imagem da Besta!”, afirmariam.

Quase um século antes da primeira televisão, outra tecnologia causou assombro. Em 1876, durante uma exposição ocorrida na Filadélfia, D. Pedro II usou um aparelho de comunicação remota para conversar com alguém distante dele. “Esta coisa fala!”, teria dito o culto monarca brasileiro. Cento e quarenta anos depois, a tal coisa fala, fotografa, filma, armazena, controla, monopoliza. Fosse hoje, o Imperador do Brasil exclamaria: “Esta coisa está viva!”. Os alarmistas acrescentariam: “E é do demônio!”

Arlindo, o evangelista

Arlindo, o evangelistaFinal dos anos mil novecentos e sessenta. No culto de sábado à noite na Assembleia de Deus da Rua André Manojo 53, em Osasco (SP), Arlindo entregou a sua vida a Jesus, foi salvo e instantaneamente liberto dos demônios que o atormentavam e o haviam levado, diversas vezes, aos hospícios da região. Estive presente naquele culto.

A transformação daquele homem foi radical. Rompeu de vez com tudo o que lhe parecia comprometedor. Ao passar por minha residência numa de suas jornadas evangelísticas, ofereci-lhe café, ao que ele agradeceu e respondeu prontamente: “Jesus me libertou do café”. Não me surpreendi com a resposta. Se ele achava que o café exercia algum domínio em sua vida, então ele queria ser totalmente livre.

As marcas de uma Igreja atraente

As marcas de uma Igreja atraenteA marca identifica o produto, seu conteúdo, peso, origem, validade. Ao estudarmos o livro de Atos dos Apóstolos, vemos que a Igreja em Jerusalém tornou-se uma referência por ser reconhecida como uma Igreja fiel. Entre os muitos textos bíblicos, vemos isso em Atos 4.32,33, que diz: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça”; e também em Atos 9.31: “Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo”.

O discipulado e os valores eternos

O discipulado e os valores eternosO que leva alguém que tem um futuro promissor, possuidor de princípios e valores familiares, a deixar tudo para trás em busca do desconhecido e da ganância de uma aventura? Nesses últimos dias da Igreja do Senhor na terra, vemos o esfriamento espiritual de muitos, inclusive jovens, que, no ápice de sua mocidade, optam por deixar tudo para trás: a convivência com os santos, a certeza de salvação e a convicção de vida eterna. O que tem levado essas pessoas a se afastar do Senhor?

Esse assunto me leva a refletir, em primeiro lugar, sobre a questão do discipulado cristão. A Bíblia nos mostra que Jesus fazia discípulos. Fazer discípulos implica fazer um trabalho de corpo a corpo, sondando, observando e cuidando. Em Israel, as crianças com 12 anos de idade já estão aptas para serem doutores da lei – os chamados “talmidin”, palavra hebraica para “discípulos”. Os que não são selecionados para o oficio voltam para casa e seguem o oficio da família. Ora, quando Jesus chega em cena, começa a fazer uma seleção que nós não faríamos. Ele começa a escolher os que foram desprezados como alunos, os que foram reprovados para serem rabinos.

Talvez nós não os escolheríamos, por que gostamos de “pessoas fortes”, “pessoas que venham somar”. O texto bíblico diz que o rei Davi, quando estava na caverna de Adulão, se juntou a ele “todo homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso, e ele se fez líder deles. E eram com ele uns quatrocentos homens”. Que coisa fantástica é um líder assim! Os princípios e valores a serem lapidados em uma pessoa não se encontram na superfície ou no exterior dela, mais, sim, em seu interior, na profundidade do ser.