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Oneomania: a compulsão do consumista

Oneomania - a compulsão do consumistaEstamos vivendo em uma era totalmente informatizada, onde as operações em todos os segmentos são regidas pelas leis de consumo. O consumidor, ancorado no ideal de felicidade incorporado no pensamento coletivo pela mídia, acredita que a felicidade é conquistada apenas com a “posse de algo”. Conceitos como “qualidade de vida”, “bem-estar”, “saúde” e “alegria” muitas vezes disfarçam as frustrações pessoais e a incompletude dos desejos humanos. O básico sai de cena, e a corrida hedonista em busca do prazer e da ostentação (1 Timóteo 6.8) ganha impulso cada vez mais relevante no exigente mercado de consumo.

O comportamento de muitos vai sendo moldando pelas exigências sociais, levando cada vez mais vítimas para o abismo do consumo compulsivo. A simples ação de comprar estimula a área Tegmental Ventral (ATV) do cérebro, liberando a dopamina (neurotransmissor que, além de outras funções, fornece a sensação de recompensa). Esta, por sua vez, proporciona um agradável senso de prazer que instiga a mente para outras experiências semelhantes, isto é, para próximas compras. Esse sentimento prazeroso é similar à sensação identificada nos dependentes químicos: prazer imediato e angústia posterior – no caso do consumista, culpa pelo ato.

A ação e a unção do Espírito Santo sobre nós

A ação e a unção do Espírito Santo sobre nósAo lermos Atos 2.1-4, observamos o destaque dado pelo evangelista Lucas à totalidade: todos reunidos esperando a promessa; um som como de um vento veemente e impetuoso “encheu toda a casa”; línguas repartidas como que de fogo foram vistas pousadas “sobre cada um deles”; “todos foram cheios do Espírito Santo”.

Quando analisamos os resultados da ação do Espírito Santo sobre eles, vemos o entusiasmo imediato: todos foram libertos da inibição e das formalidades. Transbordaram de alegria no Senhor. Foi tão grande a manifestação da alegria, que alguns disseram: “Estão embriagados”. Eles foram movidos a compartilhar o que sentiam com os outros, pois o crente cheio do Espírito Santo sente o desejo de comunicar a outros sobre o que desfruta a sua alma. Ele não perde oportunidade de falar da salvação.

O anjo encarcerado

O anjo encarceradoNo mês passado, desembarquei em Bizâncio, onde me aguardava o Teólogo Divino. Como já era noite, conduziu-me ele, sem muito preâmbulo, a uma hospedagem rústica, mas gentilmente acolhedora. Ali, banhei-me à maneira otomana, fiz uma refeição leve e recolhi-me a pensar na visita que, no dia seguinte, faríamos a um anjo encarcerado. Enquanto conciliava o sono, pus-me a folhear as teologias que se enfileiravam em minha estante virtual. Em nenhuma delas, quer patrística quer medieval, encontrei um anjo que fosse débil ou que se deixasse aprisionar. Daquelas páginas, todos eles avultavam-se fortes, enérgicos e sempre prontos a servir ao Senhor dos Exércitos. Por essa razão, foi-me difícil atinar com a história do ser angelical metido num cárcere romano.

Um exército de cegos

Um exército de cegosVocê já imaginou um exército formado somente por gente cega e sendo conduzido por uma única pessoa? Imagine e creia, pois isso já aconteceu. Esse fato ocorreu na época do profeta Eliseu, no dia em que o rei da Síria fazia guerra contra Israel. E isso só aconteceu porque o rei da Síria queria prender esse profeta do Senhor a todo custo. Ele mandou que o seu exército saísse à procura de Eliseu que, segundo informações, se encontrava em Dotã. Como Deus revelava para Eliseu todos os movimentos que o exército sírio fazia (2 Reis 6.12), a ordem era prender o profeta e trazê-lo à presença do rei.

O texto de 2 Reis 6.14 mostra todo o aparato bélico que o rei da Síria preparou no intuito de prender o profeta Eliseu. Diz esse texto: “Então enviou para lá cavalos, e carros e um grande exército, os quais vieram de noite, e cercaram a cidade”. O moço de Eliseu, que, aliás, aparentemente não era lá muito crente, ao ver o exército, se assustou. Assim que o rapaz viu a tropa síria vir preparada para maniatar o seu senhor, o moço exclamou desesperado: “Ai, meu senhor! Que faremos?”

Sem muito esforço, já dá para perceber que esse rapaz não contava com a possibilidade da ajuda divina. Observe que ele preocupou-se com o que ele e o profeta Eliseu fariam, e não com aquilo que o Senhor poderia fazer para defendê-los.

Salvos de que mesmo?

Salvos de que mesmoNós, cristãos evangélicos, costumamos convidar as pessoas a aceitarem a Jesus para serem salvas por Ele. Algumas delas, entretanto, podem se perguntar: serem salvas de que mesmo? Afinal, os riscos que todos os seres humanos correm são dos mais variados. Para quem reside em cidade onde o índice de violência é muito alto, ser salvo significa, entre outras coisas, livrar-se das mãos dos que intentam fazer mal à sua vida ou usurpar bens que lhe pertencem.

Quanto à pergunta feita logo acima, qual é a resposta? Bem, como o espaço aqui não nos permite fazer um estudo aprofundado do tema nas Escrituras Sagradas, nos detenhamos a algumas poucas passagens bíblicas.

A salvação a que nos referimos quando convidamos alguém a aceitar Jesus não está restrita apenas a esta vida. Se bem que o Senhor também garante livramentos terrenos aos que O servem. A razão do convite para aceitar a Cristo reside no fato de que todos os seres humanos estavam sentenciados à condenação eterna, por causa do pecado (Romanos 3.23; 6.26). Mas Deus, por meio de Jesus Cristo, nos garante salvação da sentença que nos estava reservada (João 3.16-18).

A pregação e o pregador ontem e hoje

A pregação e o pregador ontem e hojeA mensagem do pregador é o instrumento mais importante do seu trabalho, para isso ele deve buscar de Deus a mensagem ideal para o momento, pois, como disse Jesus, o escriba traz coisas novas e velhas para o povo: “E ele disse-lhes: Por isso, todo escriba instruído acerca do Reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas” (Mateus 13.52). Assim também é o pregador instruído: ele conhece a Bíblia e tem muitas mensagens que o Senhor mesmo o inspirou no passado, porém ele precisa sempre buscar e dar ao povo mensagens novas e não somente aquelas já conhecidas de todos. A mensagem deve ser nova, viva, atual e atraente.

A Igreja Primitiva pregava a Cristo (Atos 5.42). Há muito pregador que prega apenas suas experiências, suas vitórias e fracassos, fala dos outros pregadores, das outras igrejas, do seu eu, e esquece que a sua maior mensagem deve ser Cristo, o Salvador completo. A Igreja Primitiva também pregava a ressurreição de Cristo: “Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (Atos 2.36).

A pregação deve também chamar a atenção do ouvinte. Deve ser uma mensagem atual e que o ouvinte tenha interesse em ouvi-la. O pregador não deve trazer ao povo uma palavra que não lhe desperte interesse. É por essa razão que muitos cultos não recebem mais a presença do povo, pois ele tem necessidades urgentes para resolver e as mensagens ouvidas não lhe trazem qualquer alento.

Conselho de Lutero aos governantes

Conselho de Lutero aos governantesEm fins da Idade Média e início dos Tempos Modernos, era comum entre grandes pensadores escreverem ou dedicarem suas obras às autoridades constituídas com a intenção de dizer como os príncipes e reis deveriam governar seus súditos. Citando uns poucos exemplos temos Erasmo de Roterdã (1463-1535), Thomas Morus (1480-1535) e Nicolau Maquiavel (1469-1527). Estes três pensadores redigiam pareceres, opiniões e até mesmo conselhos de como se deveria governar.

Maquiavel, por exemplo, considerado o fundador da Teoria do Estado Moderno, publicou em 1532 a obra “O Príncipe”, dedicada e oferecida como “presente” ao príncipe Lorenzo de Médice, da cidade italiana de Florença. Seu objetivo era transmitir como os “principados hereditários podem ser governados e mantidos”. Seus “conselhos”, hoje, não são considerados sadios, a ponto de se lhe atribuir a máxima “Os fins justificam os meios”.

Se atualmente os escritos de Maquiavel não são aplicáveis nas modernas democracias ocidentais, o mesmo não podemos dizer de algumas orientações dos escritos de Lutero que, mesmo redigidos na segunda década do século 16, continuam atuais em função da coerência bíblica pelo qual se orientava.

Um olhar sobre as características de Jó

Um olhar sobre as características de JóNo início do Livro de Jó, encontramos algumas características do patriarca Jó que nos chamam a atenção. Diz a Bíblia que ele era sincero, reto, temente a Deus e desviava-se do mal, isto é, ele se desviava das afrontas, insultos, perjúrios e da roda dos escarnecedores.

Jó também tinha um grande patrimônio fisicamente falando. A nossa riqueza se constitui no patrimônio que recebemos de Deus. O patrimônio físico de Jó foi destruído, mas o que ele recebeu de Deus, ele soube conservar.

Em Jó 1.4,5, lemos que Jó estava preocupado com o que faziam seus filhos. Jó não os abandonou. Que diferença para alguns pais dos nossos dias! Quando seus filhos erram, queixam-se da vergonha sofrida, porque sujaram o nome da família, e praticamente o entregam a Satanás. Jó, não. Ele se antecipava ofertando sacrifício pelos seus filhos. Ele apressava-se diante do Senhor por suposição (“Porventura pecaram meus filhos e blasfemaram em seus corações”). Era um pai cuidadoso.

No sofrimento, não murmure, não reclame, mas busque a Deus.

Amizade com as pessoas do mundo

Amizade com as pessoas do mundoVivemos numa realidade multiétnica, onde as barreiras culturais tornam-se cada vez mais sutis e frágeis, a possibilidade de um isolamento social parece ser sinônimo de retrocesso e etnocentrismo.

Quem, nesta sociedade da comunicação, pode prescindir de uma interação social? A resposta parece ser: “ninguém”. O problema, todavia, são os inevitáveis efeitos e influências de uma sociedade sobre a outra, de uma pessoa com relação a outra. Como devemos nos portar diante dos novos desafios que a sociedade nos exige? Devemos escolher o isolamento ou o compartilhamento? Que ensinamentos podemos extrair da vida de Jesus para nos ajudar a conviver e partilhar o Evangelho com eficiência nesta geração? Pensemos um pouco sobre estas questões.

Houve uma época em que a tônica dos discursos protestantes era um sentimento de separatismo social e exclusivismo relacional. Em outras palavras, durante anos vivemos, nos arraiais evangélicos, debaixo de uma ditadura do mesmo, onde a ideia de que ser “povo santo” era ser “um povo separado das pessoas do mundo”, moldou a mentalidade de muitos.

A teologia deve dinamizar a missão

A teologia deve dinamizar a missãoEm nosso país, dia a dia ficamos consternados com as notícias de violência, especialmente quando praticada por crianças e adolescentes. A situação tem gerado alto nível de preocupação. Em maio de 2015, no Rio de Janeiro, diversas pessoas foram esfaqueadas em abordagens de assaltos. Mas esse problema é antigo. Os infratores menores de idade sempre existiram.

Atualmente o Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) é responsável pela reeducação dos menores aprendidos no Estado do Rio de Janeiro. Ele conta com cerca de 1.500 internos, dos quais 95% possuem o ensino fundamental incompleto. Eles são acusados de envolvimento com o tráfico de drogas (41%), roubo (27%) e furto (13%).

De fato, o problema dos chamados ‘menores infratores’ não é apenas da alçada das forças de segurança. Paralelamente, é um problema social, político, que está diretamente ligado com a educação e a economia. Mesmo que tentassem, igrejas, comunidades de fé, pastores e teólogos não podem ignorar a questão. É claro que para lidar com isso teologicamente é necessário uma abordagem interdisciplinar e dialogada com outras ciências.