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Combate à apologia da ignorância

Combate à apologia da ignorânciaAinda é notório, em alguns redutos evangélicos, certo preconceito no que tange aos estudos teológicos e seculares. Vez por outra, esse nefasto e equivocado pressuposto é expresso numa conversa informal ou, até mesmo, numa prédica sobre o púlpito. Historicamente, em se tratando de Assembleia de Deus, os estudos teológicos formais padeceram muita discriminação e aversão no passado, pois havia o receio de que as faculdades e institutos teológicos gerassem esfriamento espiritual.

A verdade é que experimentamos ainda hoje verdadeiras apologias à ignorância. Quantas vezes observamos a defesa da ignorância em detrimento dos estudos, sob o pretexto de que o Espírito Santo seria mais fluente na vida do indouto do que na do letrado? Recordo-me de ouvir, numa sala de aula em uma conhecida instituição teológica, durante uma preleção de um renomado pastor e teólogo, seu testemunho pessoal de como nos idos passados, ainda em sua juventude, enfrentou ferrenha oposição de seus pastores por se dedicar aos estudos. Indubitavelmente, há resquícios nítidos desta arcaica perspectiva ainda hoje, apesar de grandes esforços e considerados avanços. Hoje contamos com faculdades, escolas e cursos de altíssimo nível, além de professores, doutores e mestres que são baluartes do conhecimento bíblico-secular e exemplo de espiritualidade. Contudo, os resquícios de preconceito precisam ser totalmente erradicados.

Ante o Tribunal de Cristo

Ante o Tribunal de CristoDepois da ressurreição dos mortos e do arrebatamento da Igreja, os salvos deverão ter julgadas as suas obras (2Co 5.10). O julgamento não será pela quantidade de trabalhos que realizamos, mas, pela qualidade do que fizemos. Precisamos ter cuidado com o que fazemos (1Co 3.10). O apóstolo Paulo chama nossa atenção para nossas obras, que são comparadas com ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha.

Depois de provadas nossas obras, receberemos galardão (1 Coríntios 3.11-15). É bom sempre lembrar que galardão não é o mesmo que salvação. É um prêmio que muitos receberão como recompensa pelo seu trabalho na obra de Deus.

A maioria de nós espera receber galardão. Alguns crentes, porém, dizem-se satisfeitos somente em chegar ao Céu, porém os que trabalham fielmente desejam receber o seu galardão, sua coroa.

Galardão nos fala dos motivos que nos levam a nos envolver no trabalho do Senhor: desejo de servir à Igreja, aos irmãos, a Deus? Ou vaidade, ambição, posição de mando, porfia, inveja? O Senhor conhece as intenções mais secretas da nossa vida, quando Lhe prestamos os nossos trabalhos. Ele conhece nossa sinceridade, dedicação, amor; também vê se usamos a nossa fé somente em benefício de nós mesmos.

Os cristãos como as abelhas

Os cristãos como as abelhasO mel está presente na dieta do homem desde o início da civilização. As pinturas rupestres servem como prova de que o uso do mel pelo homem é tão antigo quanto o próprio homem. Os romanos, os gregos e até mesmo os egípcios fizeram questão de registrar em manuscritos, pinturas e artefatos pessoais sua relação com as abelhas e o mel. Na Grécia antiga, mel era símbolo de fecundidade.

Hipócrates, o maior reformador da medicina antiga, prescrevia o mel no tratamento de muitas afecções e também o consumia em grande quantidade. Ele considerava que “o mel absorvido com outros alimentos tinha grande valor nutritivo e dá boa cor ao rosto”. Ele desejava que todo medicamento fosse produto alimentar e vice-versa. O mel estava nessa condição.

O mel é mencionado nas placas de argila na biblioteca do rei assírio Assurbanipal (669-633 a.C), na Odisseia de Homero e em diversos outros livros antigos, principalmente da China e da Índia, inclusive em textos de Medicina, Filosofia, Arte e tradições religiosas. Desde sempre o homem tem usado mel, e não apenas como alimento, mas como fortificante, tônico, embelezador, rejuvenescedor, fator de longevidade, estimulante do crescimento e remédio para doenças.

Perguntas de uma vida indiferente a Deus

Perguntas de uma vida indiferente a DeusA mensagem do Livro do profeta Malaquias é desafiadora. Este é um livro que “denuncia os pecados do povo no período pós-exílico, isto é, que voltou do cativeiro Babilônico”.

O grande propósito da mensagem do profeta foi o de gerar restauração da comunhão dos judeus com o Senhor. Embora ele não estivesse em posição de despertar o entusiasmo acerca da construção de algum símbolo visual da presença divina entre o povo, como estiveram os profetas Ageu e Zacarias, ele foi capaz de apontar para o centro da enfermidade espiritual que havia afetado os habitantes da Judéia.

Os próprios, que de inicio mostraram zelo e temor referente a restauração de Jerusalém, e principalmente, no que dizia respeito a vida espiritual, agora estão indiferentes.

Indiferente é o “que não desperta interesse”; “frio”; “desprezo”; “insensível”. O indiferente é aquele que não aplaude, que nem censura opiniões ou crenças desencontradas, etc.

Vejamos as diversas perguntas dos indiferentes para o Senhor, registradas em passagens bíblicas do Livro de Malaquias. Em que nos amaste? (Malaquias 1.2).

A vendedora de púrpura convertida

A vendedora de púrpura convertidaO comércio era intenso no porto do rio Nestos. A cidade de Filipos na Macedônia. Era uma cidade importante, política e economicamente; havia minas de ouro e de prata. Enquanto o comércio fervia nas ruas apertadas e nas pequenas lojas. Lá na praia, havia um grupo de pessoas escutando dois entusiastas pregadores.

Lídia ia passando com seus lindos tecidos de púrpura quando foi atraída pela curiosidade de querer saber que reunião era aquela. À medida que ela se aproximava, ia sendo cativada pelo entusiasmo, carisma e mensagem daqueles homens; pois falava com uma segurança incrível; seus rostos brilhavam enquanto falavam de um judeu chamado Jesus de Nazaré. Ela os ouviu dizer que este homem foi gerado pelo Espírito Santo que tinha nascido de uma virgem. Este Jesus tinha vindo do céu para a terra com a missão de libertar todos os homens de seus pecados, solidão e miséria.

Por que os homens matam?

Por que os homens matamDe tão comum, infelizmente, já estamos nos acostumando com os noticiários sobre homicídios. Antes, ficávamos assustados. Agora, já faz parte do comum. Já somos até capazes de ouvir relatos bárbaros sem franzir a testa ou fazer ares de repugnância com o semblante. É o incomum virando comum. É a exceção se transformando em regra.

Mas, afinal de contas, por que os homens matam? Os homens matam porque estão banalizando a vida. A vida já não é vista como aquele bem tão precioso que legou-nos o Criador. A vida é vista como um elemento descartável. Devido à influência do materialismo, a vida vale menos do que as coisas. “A bolsa ou a vida?”, é a pergunta que fazem em um momento do assalto.

Os homens matam porque a instituição familiar está em crise. O lar é um campo de treinamento para a arena da vida, mas quando ele falha, torna-se uma fábrica de monstros humanos. Os monstros humanos muitas vezes são produzidos nos ambientes domésticos, que, desestabilizados e constituídos de um pai ausente e uma mãe relapsa, vão reproduzindo as mazelas da nossa já tão combalida sociedade.

Discipulado: um despertamento na Igreja

Discipulado - um despertamento na Igreja“A Assembleia de Deus é competente em ganhar almas, mas não sabe discipular” – esta é uma frase corriqueira, dita por alguns obreiros e membros de nossa igreja. Por certo você já ouviu alguém pronunciá-la. Muito embora não seja tarefa fácil discipular em nenhuma denominação, a nossa igreja vem engendrando um esforço hercúleo, a fim de priorizar a tão nobre missão ordenada pelo nosso Senhor: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mateus 28.19,20). Logo, olhar carinhosa e amorosamente para os novos convertidos deve ser uma iniciativa verdadeira, pois tão importante quanto evangelizar pessoas é discipular vidas que o Altíssimo nos entregou. Por isso, precisamos despertar para o que vem acontecendo em relação ao Discipulado Cristão no Brasil e em pelo menos duas perspectivas no âmbito assembleiano: a regional e a nacional.

Éfeso: modelo de decadência por geração

Éfeso - modelo de decadência por geraçãoPaulo, o apóstolo, em retorno de sua terceira viagem missionária, encontrando-se na cidade portuária de Mileto, rumo a Jerusalém, com tempo restrito, pois queria estar em Jerusalém no dia da festa de Pentecostes, pede para que os líderes de Éfeso venham encontrá-lo. O zelo pela igreja em Éfeso, como também o respeito são demonstrados por uma igreja conhecida profundamente pelos três anos vividos com eles em uma das maiores metrópoles da época, cidade com quase um milhão de habitantes. Na cidade, a eficácia da pregação foi tal que intimidou os adoradores do templo de Diana.

Os anciãos atenderam sua solicitação, embora teriam que viajar mais de 50 km a fim de encontrá-lo. Os anciãos chegaram a Mileto onde ele estava, e o conteúdo do assunto tratado inicia-se com uma introdução sobre seu caráter, vs 19, servindo ao Senhor com toda humildade e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobreviera.

Compaixão pelas almas perdidas

Compaixão pelas almas perdidasPaulo, o apóstolo estava preso em Jerusalém não por ter cometido algum crime, mas pela prática do bem. Antes, quando ainda era o perseguidor Saulo de Tarso, as suas mãos estavam sujas com o sangue da violência, mas naquele momento, o missionário compartilhava as dádivas generosas para os crentes da Judeia.

Antes perturbador da paz, mas agora um ministro da reconciliação. Ele veio para falar ao seu povo sobre a vida eterna através de Jesus Cristo, o filho de Deus, mas diante dessa afirmativa, os seus conterrâneos decidem matá-lo.

O apóstolo encontrava-se em uma situação aflitiva, de modo que o Senhor lhe concede oportunidades em novas frentes de trabalho diretamente com a obra missionária.

Deus não trabalha somente quando tudo vai bem, a chamada surge em meios a tribulações e momentos em que o chamado parece incógnito.

A Bíblia Sagrada revela: aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos (Salmos 126.6). Mas a semente é regada com as lágrimas do missionário semeador.

Realmente, o missionário que semeou em lágrimas, voltou jubiloso trazendo os seus feixes.

Cristãos: entes políticos na sociedade

Cristãos - entes políticos na sociedadeO termo “política” deriva do grego “polis” que designa “a cidade”. A política procura a conduta ideal do Estado, pelo que seria uma ética social. Ela procura definir quais são os caracteres, a natureza e os alvos do governo ideal.

Assim, a política é um conjunto de significados: é a arte de governar a cidade de acordo com o projeto relativo ao conjunto de cidade; é empenhar-se na ação que pretende a tomada do poder para fazer triunfar as suas ideias.

O objetivo da política é de organizar de melhor forma possível a convivência social.