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Compaixão pelas almas perdidas

Compaixão pelas almas perdidasPaulo, o apóstolo estava preso em Jerusalém não por ter cometido algum crime, mas pela prática do bem. Antes, quando ainda era o perseguidor Saulo de Tarso, as suas mãos estavam sujas com o sangue da violência, mas naquele momento, o missionário compartilhava as dádivas generosas para os crentes da Judeia.

Antes perturbador da paz, mas agora um ministro da reconciliação. Ele veio para falar ao seu povo sobre a vida eterna através de Jesus Cristo, o filho de Deus, mas diante dessa afirmativa, os seus conterrâneos decidem matá-lo.

O apóstolo encontrava-se em uma situação aflitiva, de modo que o Senhor lhe concede oportunidades em novas frentes de trabalho diretamente com a obra missionária.

Deus não trabalha somente quando tudo vai bem, a chamada surge em meios a tribulações e momentos em que o chamado parece incógnito.

A Bíblia Sagrada revela: aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos (Salmos 126.6). Mas a semente é regada com as lágrimas do missionário semeador.

Realmente, o missionário que semeou em lágrimas, voltou jubiloso trazendo os seus feixes.

Cristãos: entes políticos na sociedade

Cristãos - entes políticos na sociedadeO termo “política” deriva do grego “polis” que designa “a cidade”. A política procura a conduta ideal do Estado, pelo que seria uma ética social. Ela procura definir quais são os caracteres, a natureza e os alvos do governo ideal.

Assim, a política é um conjunto de significados: é a arte de governar a cidade de acordo com o projeto relativo ao conjunto de cidade; é empenhar-se na ação que pretende a tomada do poder para fazer triunfar as suas ideias.

O objetivo da política é de organizar de melhor forma possível a convivência social.

Como eu quero teologizar

Como eu quero teologizarQuando assumimos um púlpito, a teologia passa a ser verbo. Pregar, interpretar a Bíblia, administrar eclesiasticamente sempre é teologizar, não tem como fugirmos a esta realidade. A grande questão não é se teologizamos, mas sim, como teologizamos. Que Deus apresentamos nesse processo de teologização? Um Deus distante, frio, presente apenas nos compêndios teológicos? Ou um Deus que além de transcendente é também imanente? Imana em nossas dúvidas, anseios, lágrimas e agruras, decepções.

Quero teologizar com uma homilética mais realista e humana construindo uma ponte perfeita entre o porvir e o “aqui agora”. Quero falar sobre as ruas da Nova Jerusalém sem deixar de esquecer as ruas das favelas, o pátio do colégio onde estudam, os corredores dos hospitais onde muitos choram, as encostas onde muitos tecem os fios de sua historia humana. Não quero empurrar toda a felicidade para o futuro, mas também não quero antecipar a felicidade escatológica para o momento. Sempre que vou pregar lembro-me que tenho diante de mim adolescentes irrequietos, universitários idealistas, pequenos e médios empresários, funcionários públicos, idosos sábios, profissionais liberais. Diante de suas aflições, vaidade, arrogância, desafios e questionamentos, pedem força. A pregação bíblica pode ajudá-los. Neste momento peço ajuda a Deus. Quero pregar uma mensagem relevante. Quero apresentar para tais pessoas um Deus que se importa com eles, um Jesus que os ouve, um Espírito Santo que os consola. Quero falar sobre o céu sem desgrudar do mundo. Quero apresentar a Nova Jerusalém sem levá-los a esquecer do suor da vida presente. Quero falar sobre vida eterna sem deixar de levá- -los a lutar pela vida presente. Assim, quero teologizar sem a homilética da arrogância, que torna os pregadores fantoches e os ministros do púlpito atores. A homilética da arrogância teatraliza nossas pregações e torna o púlpito vitrine para exposição de nossos talentos homiléticos. Quero uma homilética realçada por atitudes coerentes e ungida pelo Espírito Santo. Verbosidade destoante de ações concretas cheira farisaísmo.

A volta para a cidade de Betel

A volta para a cidade de BetelPara esta reflexão, vejamos o que diz o texto de Gênesis 27.18-22: “E foi ele a seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui; quem és tu, meu filho? E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú, teu primogênito; tenho feito como me disseste; levanta-te agora, assenta-te e come da minha caça, para que a tua alma me abençoe. Então disse Isaque a seu filho: Como é isto, que tão cedo a achaste, filho meu? E ele disse: Porque o Senhor teu Deus a mandou ao meu encontro. E disse Isaque a Jacó: Chega-te agora, para que te apalpe, meu filho, se és meu filho Esaú mesmo, ou não. Então se chegou Jacó a Isaque seu pai, que o apalpou, e disse: A voz é a voz de Jacó, porém as mãos são as mãos de Esaú”. Também vejamos o registro de Gênesis 31.13: “Eu sou o Deus de Betel, onde tens ungido uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te agora, sai-te desta terra e torna-te à terra da tua parentela”.

Em busca do crescimento espiritual

Em busca do crescimento espiritualTodo cristão verdadeiro precisa ter consciência de que é preciso crescer. Vida cristã é vida de constante progressão e crescimento (Efésios 4.14-16). Crescimento é um dos principais assuntos das Sagradas Escrituras. Desde a primeira página da Bíblia, encontramos este ensino. Deus criou árvores frutíferas que dão fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele; criou a relva e ervas que dão semente segundo a sua espécie. Deus criou animais e aves capazes de reprodução e multiplicação. O comentário após cada estágio da criação foi: “E viu Deus que isso era bom”. A lição é simples, todavia importante: Deus se agrada do crescimento.

O crescimento espiritual inicia-se a partir do momento da conversão. O cristão coloca em desenvolvimento sua vida espiritual até que chegue a estatura de Cristo (Efésios 4.13). Para tal, é necessário abandonar as coisas de menino (1 Coríntios 13.11; Efésios 4.14) e perseguir o crescimento como um ideal cristão (Hebreus 5.14). A este respeito, observemos alguns pontos, os quais veremos a seguir.

Graça para ser vivida

Graça para ser vividaOutro dia alguém falou pra mim: “fulano é uma pessoa sem graça”. Sem querer me peguei refletindo tão grave afirmação. Uma pessoa sem graça, sem dúvida, é a própria estagnação e esvaziamento de esperanças. Olhos sem brilho em dia sem sol. Com diz o apóstolo Pedro: “fonte sem águas, nuvens levadas pelo vento (2 Pedro 2.17). Por mais que alguém esteja auto comiserado em suas angustias, há uma graça mínima que o mantém vivo.

O pastor Paulo Cezar, do Grupo Logos, retrata numa de suas canções o cuidado cotidiano de Deus para conosco quando diz: “ acordar bem cedo e ver o dia a nascer, e o mato molhado anunciando o cuidado”. Esse cuidado de Deus em mandar o orvalho diário para regar o vegetal que nos alimenta é uma manifestação espetacular da Graça de Deus. Ele poderia muito bem não se ocupar com esse detalhe, mas Sua graça maravilhosa nos mostra que cada detalhe de nossa vida é importante para Ele.

É claro que o Calvário reflete a maior manifestação de graça jamais vista em todos os tempos, é o cumprimento de que um menino nos nasceu (Isaías 9.6), a exteriorização de que um Filho se nos deu. Deus deu. Deu de graça, nada pediu em troca. Ele nos amou de tal maneira… Essa tão grande graça se revela ao Ele dar o Seu melhor. Mas como diz Charles Colson, “o Evangelho vai muito além de João 3.16, além das nossas devoções pessoais, além das atividades na igreja. É algo pra ser vivido. Se nós cristãos não vivermos essa graça, ninguém mais vive”.

Necessidades do ser humano

Necessidades do ser humanoEstudos científicos mostram que o ser humano tem duas necessidades básicas: a necessidade fisiológica e a necessidade psicológica. O Senhor, que nos criou, bem antes que qualquer estudo feito conhece todas as nossas necessidades e sempre teve a provisão para suprir cada uma delas. Escreveu o salmista: “Quanto a mim, sou pobre e necessitado, mas o Senhor preocupa-se comigo. Tu és o meu socorro e o meu libertador; meu Deus, não te demores!” (Salmos 40.17 – NVI).

Deus provê recursos para o nosso bem-estar físico (necessidades fisiológicas). É o que vemos escrito em Gênesis 2.4-6: “Esta é a história das origens dos céus e da terra, no tempo em que foram criados: Quando o Senhor Deus fez a terra e os céus, ainda não tinha brotado nenhum arbusto no campo, e nenhuma planta havia germinado, porque o Senhor Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra, e também não havia homem para cultivar o solo. Todavia brotava água da terra e irrigava toda a superfície do solo. Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente. Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, para os lados do leste; e ali colocou o homem que formara. O Senhor Deus fez nascer então do solo todo tipo de árvores agradáveis aos olhos e boas para alimento. E no meio do jardim estavam a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal”.

Oneomania: a compulsão do consumista

Oneomania - a compulsão do consumistaEstamos vivendo em uma era totalmente informatizada, onde as operações em todos os segmentos são regidas pelas leis de consumo. O consumidor, ancorado no ideal de felicidade incorporado no pensamento coletivo pela mídia, acredita que a felicidade é conquistada apenas com a “posse de algo”. Conceitos como “qualidade de vida”, “bem-estar”, “saúde” e “alegria” muitas vezes disfarçam as frustrações pessoais e a incompletude dos desejos humanos. O básico sai de cena, e a corrida hedonista em busca do prazer e da ostentação (1 Timóteo 6.8) ganha impulso cada vez mais relevante no exigente mercado de consumo.

O comportamento de muitos vai sendo moldando pelas exigências sociais, levando cada vez mais vítimas para o abismo do consumo compulsivo. A simples ação de comprar estimula a área Tegmental Ventral (ATV) do cérebro, liberando a dopamina (neurotransmissor que, além de outras funções, fornece a sensação de recompensa). Esta, por sua vez, proporciona um agradável senso de prazer que instiga a mente para outras experiências semelhantes, isto é, para próximas compras. Esse sentimento prazeroso é similar à sensação identificada nos dependentes químicos: prazer imediato e angústia posterior – no caso do consumista, culpa pelo ato.

A ação e a unção do Espírito Santo sobre nós

A ação e a unção do Espírito Santo sobre nósAo lermos Atos 2.1-4, observamos o destaque dado pelo evangelista Lucas à totalidade: todos reunidos esperando a promessa; um som como de um vento veemente e impetuoso “encheu toda a casa”; línguas repartidas como que de fogo foram vistas pousadas “sobre cada um deles”; “todos foram cheios do Espírito Santo”.

Quando analisamos os resultados da ação do Espírito Santo sobre eles, vemos o entusiasmo imediato: todos foram libertos da inibição e das formalidades. Transbordaram de alegria no Senhor. Foi tão grande a manifestação da alegria, que alguns disseram: “Estão embriagados”. Eles foram movidos a compartilhar o que sentiam com os outros, pois o crente cheio do Espírito Santo sente o desejo de comunicar a outros sobre o que desfruta a sua alma. Ele não perde oportunidade de falar da salvação.

O anjo encarcerado

O anjo encarceradoNo mês passado, desembarquei em Bizâncio, onde me aguardava o Teólogo Divino. Como já era noite, conduziu-me ele, sem muito preâmbulo, a uma hospedagem rústica, mas gentilmente acolhedora. Ali, banhei-me à maneira otomana, fiz uma refeição leve e recolhi-me a pensar na visita que, no dia seguinte, faríamos a um anjo encarcerado. Enquanto conciliava o sono, pus-me a folhear as teologias que se enfileiravam em minha estante virtual. Em nenhuma delas, quer patrística quer medieval, encontrei um anjo que fosse débil ou que se deixasse aprisionar. Daquelas páginas, todos eles avultavam-se fortes, enérgicos e sempre prontos a servir ao Senhor dos Exércitos. Por essa razão, foi-me difícil atinar com a história do ser angelical metido num cárcere romano.